5 Dicas para começar a elaborar um Projeto Arquitetônico

O dia a dia às vezes nos coloca no automático, fazendo com que não prestemos atenção nas atividades que no início da nossa profissão a gente sempre tomava muito cuidado. Pensando nisso, levantamos 5 dicas para começar a elaborar um projeto arquitetônico.

 

1-Prestar atenção no entorno

“A sim, a famosa contextualização que eu fazia na faculdade”! Será que na vida profissional vamos continuar fazendo esse exercício?

Você não pode olhar apenas para o projeto em si ou a área que compõe o terreno. A influência do que tem no entorno faz toda a diferença na hora da composição do partido arquitetônico.

Um bom roteiro acadêmico de contextualização para imersão no entorno é analisar:

– Aspectos Ambientais

– Aspectos Antrópicos

– Aspectos Morfológicos

– Aspectos Históricos (quando este fazer sentido)

Uma análise de cada item destes, ajuda muito a não cometer erros em relação ao entorno, que possam causar graves conflitos, além de trazer novas condicionantes que podem auxiliar no conceito e elaboração do partido.

Lembrando que analisar uma sondagem também pode fazer parte de análise te entorno/contextualização, que pode condicionar o projeto arquitetônico.

 

Aspectos Ambientais.

Aspectos naturais ou Ambientais (Dimensão ambiental). Ideal é analisar aqui o Relevo; Hidrografia; Vegetação; Conforto Térmico; Acústico, Luminoso e Qualidade do Ar; Fauna;

 

Aspectos Antrópicos

Analisar o uso do solo verificando interferência humana no local. Que edificações eu tenho próximas ao terreno do cliente? São residências? Comerciais? É uma indústria geradora de ruído? Como é a via de acesso? (sim a via é uma interferência humana no local). E etc.

 

Aspectos Morfológicos

Configuração Espacial / Paisagem Urbana – como são as edificações do entorno? Qual a média de pavimentos do entorno? Como é o skyline do local? É possível ver morros ao redor? Como se dispõe a ocupação dos terrenos? Como são os cheios e vazios?

Análise Skyline antes de Intervenção

 

2-Prestar Atenção no que seu Cliente Deseja

Sabemos que o cliente é leigo no assunto, e às vezes vêm com ideias absurdas. Mas analisar a real necessidade dele é fundamental para o êxito do projeto arquitetônico.

Na hora da concepção, pergunte tudo o que for necessário. Tente arrancar o máximo de informações possíveis para que você realize um bom projeto e que seja do gosto do cliente. Mesmo que às vezes ele seja muito chato.

É importante muitas vezes convencer o cliente, pois eles mesmos normalmente não conseguem enxergar que determinada coisa é uma necessidade.

 

3-Verificar Plano Diretor, código de obras, IN Bombeiros

Se você não ficar atento ao que é exigido pelo município, seu projeto não será aprovado e você terá que refazê-lo. Por isso, evite trabalhar dobrado e conheça bem as leis municipais que vão condicionar o projeto arquitetônico.

Mas umas das normativas que mais prejudicam projetos arquitetônicos já finalizados, causando estresse nos arquitetos e nos seus clientes, são as instruções normativas dos Corpos de Bombeiros. 

Exemplo:  Instruções Normativas do Estado de SC

Se o projeto for de uso coletivo, sempre vale uma boa conversa com um Analista dos Bombeiros, ainda na fase de anteprojeto, para não carregar conflitos do projeto arquitetônico com as leis de prevenção contra incêndio.

 Se Liga! Cada Corpo de Bombeiros tem suas normativas por estado.

Uma simples falta de uma escada para cumprir com saídas de emergência, ou um caminho que não foi suficiente, pode comprometer por inteiro um projeto.

Exemplo típico solução quando faltou escada para saída de emergência conforme norma dos bombeiros.

 

4-NBR 9050 – Acessibilidade em baixo do braço

A NBR 9050 será sua companheira nessas horas, para que você não se esqueça da acessibilidade necessária durante o projeto. Conhecer cada detalhe desta normativa é fundamental para elaborar seu projeto arquitetônico.

A NBR 9050 foi publicada pela primeira vez em 1985 e desde então passou por três revisões: em 1994, 2004 e 2015. Na sua última versão trouxe em 148 páginas, parâmetros para diversas condições de mobilidade e percepção do ambiente. Embora a versão original contasse apenas com algo em torno de 50 páginas.

Um exemplo de como a NBR 9050 pode influenciar o arquitetônico por uma ignorância clássica desta é na inclinação de rampas. Mas você pode se perguntar, qual é o problema, a inclinação é 8,33% e pronto. Nem sempre!!

Vai lá você projetar um auditório com um palco num nível elevado e fazer uma mega rampa com 8,33% de inclinação. Mas se você conhece bem a NBR 9050, ia saber que ia poder trabalhar neste caso com uma inclinação de até 16,66% com um desnível máximo de 0,60m, que ocuparia bem menos espaço e daria uma melhor solução para o ambiente.

Além de não ser necessário guarda corpo de corrimão, tendo que apenas colocar uma guia de balizamento (claro que se o layout for favorável, deve-se colocar um corrimão, pois favorece a segurança).

 

5-Trabalhar colaborativamente com outros escritórios

Uma construção não é feita apenas de projeto arquitetônico. Existem outros projetos envolvidos que precisam ser compatibilizados.

Por isso, você deve ter parceiros que irão trabalhar de forma colaborativa e com isso, proporcionar aquilo que o cliente precisa.

Um belo exemplo é na hora de fazer um pré-dimensionamento da estrutura. Se quando você estiver projetando já falar com o projetista do Estrutural na fase do anteprojeto, vai prevenir retrabalhos, e encontrar soluções que às vezes o Projeto Estrutural pode condicionar.

 

Essas foram nossas 5 Dicas na Hora de Elaborar um Projeto Arquitetônico. Siga a On.We nas redes e fique por dentro de vários assuntos relacionados com construção cívil.  

 

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